História You make me begin - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Taekook, Vkook
Visualizações 25
Palavras 1.768
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - 21.


Meu pai me levou para comer na minha hamburgueria preferida. É, aquela que eles sempre me levavam e que minha mãe havia me levado há alguns meses.

Eu e meu pai pedimos hambúrgueres gigantes e comemos tudo enquanto ele me contava histórias engraçadas. Eu me permiti rir em sua companhia e acho que foi uma das melhores coisas que fiz com ele desde que o divórcio havia saído.

— Então, Kook, você está de férias, não tem que estudar. O que acha de irmos a algum lugar mais longe?

— Longe?

— É. Você pode escolher.

— Ah, eu não sei, pai, vamos escolher juntos. Que tal?

— Tudo bem — ele sorriu.

Escolhemos ir a uma cidade com templos. Eu queria pedir pela saúde de Taehyung, mas não falei isso ao meu pai. Também não falei que queria pedir ajuda para contar a ele que gostava de meninos. Ele aceitou sem dizer nada contra. Na verdade, acho que gostou da ideia porque falou:

— Eu gosto de ver os templos, faz muito tempo que não vejo. A última vez que fomos deve ter sido... quando você era pequeno.

Eu me lembro das fotos que meus pais tiravam juntos antes de eu nascer. Eles iam a muitos templos, parecia ser o passeio mais divertido deles, e sempre estavam em um lugar mais bonito que o outro. Eu podia ver o quanto se amavam. Quando eles se separaram, eu passava horas escondido no quarto e olhando uma por uma. Perguntava-me para onde havia fugido todo aquele amor que eles tinham nos olhares e nos abraços registrados pelas fotografias. Toda vez que pensava, chegava à conclusão de que amor nenhum durava muito e que, talvez, nem existisse esse tal de amor. Afinal, os meus pais, que se casaram dizendo que se amavam e tiveram um filho — o que para mim era a maior promessa de amor do mundo —, não se amavam mais. Então nunca haviam se amado, eu pensava. Era tudo mentira isso, esse sentimento.

Porém, agora eu conhecia Taehyung. E eu finalmente tinha entendido o que era esse sentimento. Não entendido literalmente, porque era algo muito difícil de compreender e de lidar, mas eu estava começando a sentir tudo aquilo. Eu sentia o que meus pais provavelmente sentiram na época. Um sentimento de querer sempre estar com a pessoa, de querer protegê-la. De não conseguir nem pensar em ficar longe. E ficar longe de Taehyung, deixando-o em outra cidade, doía desde minha pele até minha alma, e a esperança de encontrá-lo saudável logo fazia-me ficar ali, aguentando a dor. Eu comecei a aprender o que era ser positivo e otimista, já que estava o tempo inteiro sendo otimista quanto à saúde do meu hyung.

Eu o queria bem o mais rápido possível. Queria um milagre para ele. Para mim. Para nós dois. Queria que ele ficasse bom para eu poder aproveitar cada segundo do meu dia ao seu lado, entrelaçando meus dedos aos seus e sentindo seu calor, o seu cheiro, o cabelo macio. Queria olhar em seus olhos o dia inteiro. Queria beijá-lo como não tinha feito ainda. No entanto, para que isso tudo acontecesse, eu também precisava melhorar. E não tinha ideia de como fazer isso de "me resolver".

— Jeongguk — meu pai bateu em meu quarto.

— Oi, pai.

— Vamos sair cedo amanhã, então, tudo bem?

— Sim.

— Certo. Boa noite.

— Boa noite — sorri.

— Hum, Kook...

— Oi, pai?

— Eu... me desculpe pelo que aconteceu da última vez que você veio aqui. Não foi certo agir daquele jeito. Imagino que deve ter se sentido... mal. Com tudo aquilo. Eu sinto muito.

— Não, pai. Eu que tenho que pedir desculpas. Eu agi de forma infantil. Você não está errado em... seguir sua vida. Tem todo o direito de fazer isso. Desculpe.

— Jeongguk, você está crescendo.

— É, eu estou mais alto.

— Não estou falando disso — ele riu. — Algo está fazendo bem para você, parece. Você está ficando diferente, maduro.

Algo se chama Taehyung.

— Acho que sim — respondi.

— Fico feliz que você esteja aqui.

— Eu também.

— Amanhã será um dia divertido.

— Será sim — sorrimos e ele foi para seu quarto.


 

E eram cinco da manhã e meu pai estava me empurrando para dentro do carro. Sim. Cinco. Da. Manhã. Mas tudo bem, eu estava feliz, muito feliz! Estava saindo com meu pai e iríamos nos divertir vendo templos. Eu poderia comprar alguma lembrança para Taehyung.

Eu acabei ficando com fome no caminho e meu pai ouviu meu estômago roncando. Então paramos em algum lugar para comer e depois fomos para o templo.

Meu pai havia levado sua máquina fotográfica. Eu fiquei morrendo de vergonha, porque ele queria tirar fotos minhas. E, por não conseguir dizer que não queria, acabei tirando várias na frente dos templos. Nós jogamos moedas e fizemos pedidos. Não sei o que meu pai desejou, mas eu pedi por Taehyung. Por cada célula de seu corpo e por cada fio de cabelo.

Então — depois de comprar um chaveirinho e um amuleto de saúde para Taehyung —, enquanto eu me sentava num banco e aproveitava a brisa gostosa da manhã e o sol que começava a esquentar, observei meu pai tirar fotos. Ele se divertia com imagens do templo e das árvores com suas flores. Também tirou uma foto minha no banco. Ele se aproximou devagar e sentou ao meu lado. Quase tive uma crise de ansiedade quando meu cérebro me disse "é uma boa hora para falar sobre o taetae, kookie!".

— Olhe, Jeongguk — meu pai virou a tela da câmera para mim. — Ficou bonita. Vamos revelar duas, uma para mim e uma para sua mãe.

— Uhum — balancei a cabeça. — Hum... pai...?

— Sim?

— Posso te fazer uma pergunta?

— Claro.

— Você... você gosta mesmo da sua nova namorada?

— Gosto, Jeongguk.

— Entendi.

— Sabe... ela é legal. Você devia conhecê-la melhor.

Engoli em seco. Eu ainda não estava preparado para conhecer minha... madrasta. Não respondi e meu pai olhou para o lado.

— Como está sua mãe? — ele perguntou sem me olhar.

— Bem.

— Só... bem?

— É. Ela está bastante dedicada ao trabalho. E a mim também. Estamos... nos aproximando de novo.

— Isso é ótimo, Kook. Eu tive medo de que você fosse se fechar depois de tudo. E isso realmente estava acontecendo, ela me contou porque estava preocupada. Mas então... você me ligou. E tudo parece diferente.

— Não está bem diferente, pai. Por favor, não me cobre demais, eu ainda estou mudando e é difícil. Estou dando o meu melhor e não quero que vocês se decepcionem se eu errar de novo.

— Você está tentando, já é algo muito bom, não acha?

— Deve ser.

— Jeongguk, posso te fazer uma pergunta agora?

— Pode.

— Eu conversei com sua mãe. Você... por acaso você quer fazer uma terapia?

— Terapia? — me lembrei do que Taehyung havia dito sobre eu me resolver.

— Sim. Pode ajudar você a lidar com seus sentimentos e suas frustrações. Vai te ajudar a pensar melhor e a enfrentar seus problemas. Acho que seria legal. Mas não estou dizendo que você é problemático. Terapia faz bem, sabe disso, não sabe?

— Sei.

— Então? O que me diz? Quer pensar sobre isso?

— Eu vou pensar.

— Tudo bem. Quando decidir, me avise.

— Sim.

— Hoje é um bom dia — meu pai sorriu e se encostou no banco, fechando os olhos e respirando fundo.

— Hum... pai — chamei-o com o coração na boca e a mão tremendo.

— Oi, filho.

— Eu preciso te dizer uma coisa.

— O que foi?

— Eu não sei como dizer. Tenho medo da sua... reação.

— Só diga, Jeongguk — riu.

— Tá — respirei fundo e contei até três. Então vomitei: — Pai, eu gosto de meninos. Na verdade, eu gosto de um menino chamado Taehyung. Ele é um ano mais velho que eu e fazia aulas de pintura comigo. Agora ele está doente e se mudou para fazer o tratamento.

Meu pai ficou me olhando por algum tempo e tive medo de que ele se levantasse e me batesse ou me largasse ali para ir embora sozinho.

— Jeongguk — ele me olhou sério, procurando meus olhos. — Eu sempre soube. Eu sou seu pai, acha que eu não saberia?

— Ah... talvez.

— Eu nunca te amei menos por isso. Você sempre será a coisa mais importante na minha vida, Jeongguk, mesmo que algumas vezes você ache que não. Eu te amo, filho.

Fiquei pensando em como eu era sortudo. Cheguei a odiar meus pais em uma época e agora eles estavam me mostrando o quanto me amavam incondicionalmente. Quantos garotos por aí eram expulsos de suas casas ou tratados com preconceito por suas famílias ao dizerem que sentiam o que eu sentia? Meus pais estavam me mostrando algo que eu jamais imaginei. Pela primeira vez em vários anos, eu estava me sentindo amado novamente pelos meus pais. E aquilo era uma das sensações mais incríveis da minha vida.

Eu quis chorar, mas me contive. Ultimamente eu estava chorando demais, que droga!

— E eu quero conhecer o Taehyung — meu pai passou a mão no meu cabelo.

— Acho que vai ser um pouco difícil... ele... hum... vai ser difícil.

— Quando ele disser que você pode ir visitá-lo, eu quero levá-lo, certo?

— A mamãe também irá querer. Ela conhece Taehyung.

— Então iremos nós três.

Ergui o olhar.

— Algum problema? — perguntou meu pai.

— Não.

— Sua mãe já havia me dito sobre Taehyung.

— O que ela te disse?

— Disse que ele era seu primeiro amigo em algum tempo. Que ele estava te apresentando outros amigos e que estava te fazendo muito bem. Eu fiquei feliz em saber que você tinha feito amizades. Eu quero conhecer esse menino e agradecer por cuidar do meu filho.

— Pai, não vai dizer nada constrangedor — pedi.

— Você não sabe que pais só servem para constranger os filhos? — ele disse e nós rimos. Meu pai se levantou em um pulo e disse: — Vem, Kookie Vamos ver os outros templos, ainda tem um monte para irmos!

— Calma, não precisamos correr também, né? — me levantei.

— Sabe, Kookie.

— Hum?

— Hoje é um ótimo dia.

Sorri.

— Com certeza é.


 

No final do dia, quando estávamos voltando para casa, meu pai comprou café para tomarmos no carro. Eu pensei durante o dia inteiro no que ele havia me dito sobre a terapia e encontrei uma resposta.

— Pai.

— Diga, Kook.

— Eu aceito fazer terapia.

— Sério?

— Sim.

— Certo. Eu vou conversar com sua mãe, tá bom?

— Aham.

Era bom ouvir que eles estavam conversando, ainda mais tantas vezes assim. Eles ignoravam suas existências até pouco tempo atrás, então todas aquelas frases em que meu pai dizia "sua mãe" deixavam-me menos pesado e mais feliz.

A volta para casa foi mais rápida e logo estávamos em casa, cansados. Capotamos na cama e dormimos até perto do almoço do outro dia.



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