História You Own Me - Masbro - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Orphan Black
Personagens Cosima Niehaus, Dra. Delphine Cormier, Personagens Originais
Tags Cophine, Drama, Evelyne Brochu, Masbro, Orphan Black, Romance, Tatiana Maslany
Visualizações 277
Palavras 1.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 26 - Não desista de mim


POV Evelyne

 

Não acreditava que Tatiana mais uma vez havia ido atrás de mim e que toda aquela nossa história estava acabando com meu emocional despedaçado.

De novo.

Porque ela não desistia?

Porque ela simplesmente não me deixava sozinha com minhas “paranoias”, como definira meu comportamento.

Porque insistia em me buscar, se era visível que nada voltaria a ser como antes.

Eu queria poder gritar em alto e bom tom para que ela sumisse da minha frente.

Para que ela sumisse de uma vez da minha vida.

Queria poder juntar toda aquela minha raiva e condensá-la em um de meus punhos dando no meio da cara dela, tamanha a raiva que eu sentia naquele momento.

Eu estava sendo gentil e até então não havia perdido minha compostura.

Tinha feito tudo o que estava dentro do possível, na paciência que ainda me restava.

Minhas atitudes e minhas ações de mantê-la afastada pareciam um espécie de imã, que não existia pólo que repelia.

Apenas atraía, mais e mais. Quanto mais eu tentava afastá-la, mais próxima ela ficava.

Tatiana insistia em um diálogo e eu já não sabia mais o que fazer.

E em meio a toda aquela raiva latente por dela, eu não soube de onde surgira a faísca que acendeu aquele pavio, que queimou rapidamente e atingiu minha paciência, e como se fosse um barril de pólvora explodiu sobre ela.

Onde disse tudo o que queria, sem  receio algum.

Senti todas aquelas emoções me tomarem sem que tivesse sequer controle.

Aquela paixão contida impulsionou cada letra, cada sílaba e cada palavra que dirigi a Tatiana, e me fizeram sentir-me viva.

Senti aquele sentimento queimando em mim e aquela verdade que precisava ser dita, servindo como um combustível para seguir minha vida dali para frente, sem ela.

Mas aos poucos, também senti o choque por minhas atitudes. 

Senti porque eu tinha me perguntado quem seria a mulher que estava ali, em minha frente, mas sequer reconheci aquela mulher que estava dentro de mim.

De onde vinha tanta amargura?

Eu senti as lágrimas inundarem minha face.

Eu senti o soluço interromper minha respiração de forma involuntária.

Eu senti minhas mãos trêmulas buscarem as lágrimas para que elas fossem aplacadas.

Não sabia quem havia tomado as rédeas por meus sentimentos naquele microsegundo, mas olhar como minhas palavras haviam afetado ela foi um baque.

Não podia negar que havia sido bom em um primeiro momento.

No primeiro momento em que a adrenalina ainda se fizera presente, mas depois veio a realidade.

Depois de tudo, eu esperava me sentir plena por dizer tudo o que queria, mas então lembrei-me que aquela mulher à minha frente era Tatiana.

Tatiana Maslany. A mulher que eu amava com todas as minhas forças.

A mulher pela qual eu havia prometido lutar, contra tudo e contra todos.

Não poderia me sentir bem ao ver o estado em que ela encontrava-se.

Quando eu havia me tornado tão cruel?

Voltei a olhar a face dela inexpressiva e quando senti a brisa suave e fria aplacar o calor que emanava de meu corpo. Suspirei.

Um suspiro profundo e pausado. Forte o suficiente para preencher meus pulmões e buscar uma tentativa para amenizar o estrago que havia causado.

Minha intenção nunca fora magoá-la, mas não havia medido o impacto que minhas palavras causariam.

Havia perdido a droga do controle sobre meus próprios sentimentos e sobre minhas próprias palavras.

Nunca tinha sido impulsiva daquele jeito, e tampouco havia me deixado levar por emoções, mas Tatiana me tirava do sério.

Mais uma vez Tatiana ela tinha me desestabilizado. Mais uma vez ela tinha me atingido com seu furacão.

Se eu não tivesse aquele amor tão grande por ela, com certeza ela seria a pessoa que mais odiaria na vida pela constante confusão mental que me causava.

Sabia que um dos motivos daquela fúria que me preenchia, era ter guardado aqueles sentimentos por Tat tempo demais.

Por muito tempo, já tinha sofrido demais por amá-la.

Quanto tempo mais sofreria?

Ainda me sujeitaria a sofrer por ela?

Aquele era o fim. O temido e aguardado fim.

Estava arruinando tudo pela forma estúpida como tinha cuspido minhas verdades sobre ela.

Aquilo teria conserto?

Ao mesmo tempo em que me sentia orgulhosa por não morrer com aquelas palavras entaladas em minha garganta, consumindo meu interior, e atormentando minhas noites de sono em conjunto com minha pouca sanidade.

Me sentia triste por não poder imaginar como seguiria meus dias sem poder vê-la, sem poder tocá-la, sem poder apreciá-la.

 

- Me desculpe! Eu não deveria ter dito tudo aquilo. Me desculpe.

Murmurei enquanto sentia minha face ainda queimar.

Eu meneava a cabeça, com vergonha de meus impulsos desmedidos e preocupada com a atitude que Tatiana tomaria.

Porque eu ainda esperava que ela fizesse alguma coisa?

Porque mesmo depois de tudo eu ainda  esperava que ela me quisesse em sua vida.

Não o havia feito até então.

Não seria depois de ouvir todas aquelas palavras que faria.

Naquele ponto em que encontrávamo-nos, já não podia fazer nada para que a prioridade em sua vida fosse eu.

Era até cômico imaginar que depois de tudo o que eu jogara em cima dela esperasse um parecer favorável.

Sabia que a resposta clara para aquilo, era o amor imenso que eu sentia por Tat.

Aquele amor tão insano que me deixava no ápice de minha loucura, e me levava a beira de um abismo.

Eu pertencia a ela. Não era mais segredo algum. Pelo menos, não depois do chilique que eu tinha dado.

Minhas palavras que por tantas vezes perturbaram minha mente haviam saído sem que tivesse controle.

Não se tratava de drama ou de querer chamar a atenção para meu próprio mundo.

Tratava-se de como seria nossa relação dali para frente.

Se é que haveria alguma relação entre nós.

A raiva que tinha me consumido, não tinha nada a ver com o que havia acontecido entre nós e que havia sido filmado.

Não sentia vergonha por ter sido verdadeira com ela.

Acreditava na sinceridade dela em relação a sua ignorância. Eu estava errada por não ter notado.

Depois de muito pensar a tinha perdoado.

Naquele momento tudo se tratava de como iria seguir com minha vida.

De como lidaria com a falta do sorriso dela em meus dias.

De como sentiria falta da voz dela sussurrando palavras bobas em meu ouvido.

De como sentiria falta do cheiro dela impregnando meus pensamentos.

De como sentiria falta do toque dela arrepiando cada ponto de minha espinha, e cada pêlo do meu corpo.

De como amar Tatiana estava sendo o motivo de minha ruína, tanto profissional e quanto pessoal.

Por isso tinha raiva. A raiva escondia meus medos e eles não eram poucos.

Tinha medo de perdê-la para sempre, e sabia que aquelas palavras colaborariam para aquilo.

Analisava se aquele choque causado serviria de alguma coisa para Tatiana, que ainda permanecia imóvel a minha frente.

Se as palavras serviriam de motivo para reflexão, ou se entrariam por um ouvido e sairiam pelo outro.

- Não desista de mim Eve!

Foram as palavras que ouvi Tatiana pronunciar.

- Não desista!

Ela voltou a repetir. E de forma tão brusca como minhas palavras a haviam afetado.

Senti o contato dela repentino em meu corpo, me envolvendo em um abraço forte.

- Eu te proíbo de desistir de mim!

 

 

 


Notas Finais


prometo voltar logo...


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