História Young God - Capítulo 1


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Categorias Halsey
Personagens Halsey, Personagens Originais
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Palavras 1.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não tem capa porque to com preguiça de fazer e de procurar alguem q possa fazer pra mim, n sei por quanto tempo vai ficar assim
Ao contrario das minhas outras fics, nao tem nada sobre 5SOS
Se é a primeira fic minha que lê, bem-vindo!
vou demorar pra postar mas n vou desisitr!

AVISOS: A estória se passa no segundo ano do ensino médio e terá referencias de inúmeras partes de músicas da Halsey, como pode ser visto no título.
Para quem acredita veementemente em deus e afins, faço inumeras referencias e insultos a tais, como esse capitulo, então se te ofende, sinto muito, recomendo não ler.
O tempo é descrito como no presente e Ashley tem seus 16, 17 anos. Ela estuda (assim como eu) na rede Adventista, lá tem várias e várias regras chatas que sempre são compridas, que serão destacadas ao longo da estória, não é drama ou coisa da minha cabeça, ok?

Boa leitura <3

Capítulo 1 - Religion


 

Deus, a ideia fictícia de algo para culpar se não nós. Algo para idealizar um futuro melhor. Não há um; nunca houve.

As aulas de religião sempre me foram obrigatórias, assim como minha falta de vontade de existir. Desde que me conheci como pessoa fui obrigada a sentar e escutar. Azar deles que eu nunca quis escutá-los.

Passagens bíblicas, de novo e de novo. O filho da puta do pastor sempre nos faz repetir e eu nunca o faço. O bastardo me chama a atenção e eu deito a cabeça no meu braço, apoiado na minha classe.

Blasfêmia. Será que ele já se tocou que quem blasfema de verdade é ele?

Adventistas não acreditam em inferno, mas aposto que ele teria me condenado à, se acreditasse. O meu querido professor se senta e liga seu laptop enquanto alguns de meus colegas trouxas entregam as bíblias feito marionetes. Será que algum dia eles vieram a acreditar?

Ryan me olha torto, largando o dito livro sagrado na ponta de minha mesa e eu sorrio maldosa. Acho que ele já se deu conta que se fosse realmente sagrado eu queimaria a tocar. Observo todos com seus livros didáticos, fazendo as atividades com o velho instrumento recém-entregue. Todas as bíblias parecem ter o dobro da idade de minha vó.

Levanto minha cabeça e brinco com minhas unhas um tanto grandes e as pequenas partes quebradas enquanto, com o canto dos olhos, vejo que o pastor começa a dar voltas pelas mesas, verificando quem está fazendo, quem está fingindo e, bem, quem nem se dá o trabalho de fingir. Eu sou a única na ultima categoria.

O pastor passa tirando dúvidas e xingando quem está enrolando. Quando chega a minha fileira eu jogo a cabeça para o lado, pronta para ser ameaçada ou mandada a diretoria.

Julie, a mais lerda da turma, o segura por algum tempo. O que eu fiz com meu livro mesmo?

Pela janela a minha esquerda observo o sol, aposto que sem o ar-condicionado eu estaria derretendo. Não há nuvens, mas como eu queria que chovesse, e para caralho. Philip olha para mim por longos segundos e eu o encaro firmemente.

Não posso taxa-lo de nerd, mas...  Na verdade, posso sim. As únicas vezes que o vi desrespeitando alguma regra foi para ver no celular alguma coisa que duvidava sobre o que o professor falou. Ele consegue ser mais pálido que o normal quando está cansado e a julgar pelas suas olheiras, Philip não havia dormido – provavelmente estudando para a prova aplicada no período anterior, a qual eu devo ter tirado um dois.

- Ashley? – Viro minha cabeça lentamente para o pastor. Olhando-o de perto sua cabeça parece desproporcional ao corpo magro demais. A roupa semi formal não ajuda. Sorri debochada para ele, escorregando um pouco mais na minha cadeira.

- Eu mesma.  – Afirmo e tenho quase certeza que ele se segura para não revirar os olhos. Mordo meu lábio, acho que se sorrir mais ele me expulsa de sala.

- Certo. Cadê seu livro? – Coloca a mão em cima da bíblia, a qual eu nem toquei ainda. Abaixo meus olhos, tentando lembrar.

- Na Idade Média, os cristãos queimavam todos os livros considerados blasfêmia ou ameaça a sua religião. – Falo como se fosse qualquer coisa e volto meu olhar para ele. – Resolvi fazer o mesmo com o livro de religião. – Continuo no mesmo tom e reprimo um sorriso conforme o vejo arregalar os olhos e a atenção de alguns voltar-se para mim. – O considerei blasfêmia e ameaça as minhas crenças. – Permito-me dar um leve sorriso e sua mão aperta mais a bíblia.

- Blasfêmia segundo o que? – Observo todo o seu autocontrole se esvaindo aos poucos e sorrio o suficiente para verem meus dentes.

- Qualquer outra religião senão a Adventista. – Afirmo e vejo seus olhos brilharem numa certa fúria.

- E quais são suas crenças? – Seu maxilar trava quando termina de falar e vê que eu não vou me voltar a religião alguma.

- Qualquer uma que seja contrária a sua. – Coloco meus pés na parte de trás da cadeira da Alya, que senta a minha frente. Sua respiração é mais funda enquanto tenta não perder seu controle, ou o que sobrou dele.

- Quer dizer que não é fiel a nada? – Abaixa um pouco a cabeça, aproximando-a da minha, como se tentasse me dar medo. Balanço a cabeça como se quem dissesse “talvez”.

- Eu me juraria a Durga e transaria pela honra de Afrodite no mesmo dia se isso significasse... - Me faltam palavras e eu me viro para a direita, onde senta o filho da orientadora. – Dá uma ajuda, me diz algo irrelevante. – Peço sua ajuda e ele arregala os olhos para mim.

- Ashley. – O pastor tenta soar firme, mas nada me soa firme. Não o suficiente.

- O que? – Volto a olhar para ele. –Só tô tentando trabalhar em grupo, professor. – Ironia escorre das minhas palavras do começo ao fim e ele dá de costas e se dirige a sua mesa, pegando o bloco de encaminhamento.

Reviro os olhos e pego um pirulito na minha mochila. Levanto-me enquanto abro a embalagem, largando-a no chão mesmo. Pego o papel que já conheço o suficiente para saber exatamente o que está escrito sem nem mesmo ler e olho o que ele marcou desta vez.

Desrespeito ao professor. Desrespeito aos colegas. Linguagem ofensiva. Porra, eu nem disse nenhum palavrão. Falta de material. Que bom que é a escola é particular e quem paga o material é meus pais.

Saio da sala e lambo meu doce antes de encarar uma das câmeras, a que fica no final do corredor. Caminho sem pressa alguma a diretoria, mais uma ocorrência na minha ficha não faria diferença alguma, já estou fodida de qualquer jeito.

 

***

Sempre irei odiar quando o coordenador de disciplina não está e eu tenho que ir para a coordenadora pedagógica. Aquela múmia tem olhos estranhos e sempre que eu vou lá meus pais tem que me acompanhar no dia seguinte para que eu possa entrar, o que costumo usar de desculpa para não vir nos próximos dias.

Ela continua me olhando, como se eu fosse um tesouro a ser descoberto ou um verme a ser exterminado. Se existe uma linha entre essas duas coisas, é bem tênue e bem louca.

Elizabeth é o nome dessa velha que todos tratam com um respeito exagerado, afinal ela é cunhada do diretor. Ele controla a porra toda. Com o pouco que o conheço, sei que ele não merece um dos demônios mais antigos do mundo como cunhada.

Os dedos se movem lentos pelo teclado do computador, procurando cada letra. Sua lentidão me dá sono. Estar parada me dá sono. Elizabeth recita minha ficha lentamente enquanto imagino diversas formas de mata-la tão rápido quando sua fala.

- Sabe que os estudantes do intercâmbio estão chegando hoje, certo? –Olho para ela, e eu com isso?

- E quem quer vir para este fim de mundo? – Balanço meus dedos conforme falo, a palma da minha mão apoia meu queixo sobre sua mesa. Sorte minha ela não notar ou não dar bola para minhas pernas cruzadas sobre a cadeira.

- Aqui não é um fim de mundo e há muitas pessoas que querem vir para cá. – Reviro meus olhos sem tentar disfarçar e a múmia não desvia sua atenção de mim, estudando-me, tentando achar a brecha da minha programação. São tantas que eu já estou acostumada, e ela não sabe lidar com isso.

- E no que isso me envolve? – Digo da forma mais educada que consigo, mas isso não impede de ser mal-educada.

- Estes alunos ficaram hoje até as cinco. – Afirma calmamente e eu começo a me revoltar.

- Não pode me prender neste inferno depois da aula – Falo com pressa e sinto que ela reprime um sorriso. Minhas entranhas estremecem.

- É para que aprenda a não desrespeitar o professor de religião. – Diz como se ficasse feliz com o meu horror.

- Ele nos manda repetir coisas e... – Levanto-me da cadeira, mas ela não repete meu ato.

- Um professor que passa seu conhecimento para seus alunos. – Fala calma e detenho meus impulsos de pular a mesa e soca-la.

- Seja a favor ou contra seus princípios! – Bato minha mão na mesa e ignoro a dor que percorre meus dedos. – Ele não nos ensina, ele nos programa! – Ou tenta, declaro e a coordenadora levanta.

 - Ashley, acalme-se. – Ordena-me e eu posso ouvir passos no lado de fora.

- Por quê? – Resmungo, para que só nós escutemos. –Por que eu sou obrigada a estar num lugar que eu não quero, com pessoas que eu não gosto, coordenada por pessoas que não gostam de mim? – Seus dedos secos e velhos percorrem o cabelo fino que é pura química e ela se senta.

- Você vai ficar sim até as cinco e auxiliará os alunos do intercâmbio. – Seu tom é cínico e meus olhos borbulham em fúria. – Irei falar com seus pais e avisá-los de sua situação, assim como comunicarei os monitores para ficarem de olho em você, garantindo que cumprirá o que chamaremos de detenção.

- Tá mais pra prisão. – Murmuro e abro a porta, observando um bando de filhos da puta se assustarem e voltarem a caminhar.

- Pois não? – Ela é velha, não posso culpa-la por ser surda.

- Posso ir né? – Viro para ela e a vejo assentindo. Segundos depois estou fora da secretaria e quero nada além de estar fora de qualquer contato humano.


Notas Finais


E ai? O q acharam?
É a primeira vez q escrevo algo com a Halsey, q por ora é somente Ashley.
Favoritem, comentem, expressem suas opiniões, por favor
Até o próximo <3


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