História You're lucky (mitw) - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Felipe "Febatista" Batista, Pedro Afonso "RezendeEvil" Posso, Rafael "CellBit" Lange, TazerCraft
Personagens Mike, Pac
Tags Mike, Mitw, Pac, Tayr, Tazercraft
Visualizações 149
Palavras 2.706
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


— capítulo não revisado —
— capítulo com muita informação —
— me perdoem —

Capítulo 3 - Surreal


Surreal

— Vamos? — Mike desce as escadas usando uma calça preta skinny, uma camiseta preta e nos pés, um belo sneaker preto sem cadarço, com tiras de velcro e cano alto.

Eu estou usando uma camisa de linho branca com as mangas dobradas até acima dos cotovelos, com os botões dos punhos abertos, minha calça jeans preta colada com os joelhos rasgados e tênis preto num modelo parecido com all-star.

Coloco as mãos no bolso e sorrio com ele vindo em minha direção, e seu perfume toma conta dos meus pulmões.

— Já estão indo? — Tayr pergunta e Mikhael murmura um sim — Deixa eu tirar uma foto de vocês profissional. — ele pega a câmera da estante, que estava ao lado da TV, e liga, mirando para nós.

Mikhael sorri sem mostrar os dentes, passando a mão pelos meus ombros, enquanto mantenho minhas mãos no bolso da minha calça, abrindo um sorriso largo.

Tayr tira algumas fotos e depois nos dispensa, dizendo que vai editar as fotos bonitinhas e mandar pra gente caso eu e Mikhael queiramos postar.

Estamos indo de uber para a balada, afinal, vamos beber, e eu não poderia voltar dirigindo. Mikhael me olhava de canto às vezes, parecia nervoso, e eu fingia não notar seu olhar em mim e permanecia olhando os stories da galera no instagram.

Ao chegarmos, Mike sai e mantém a porta aberta até eu sair, e então fitamos o lugar.

— Oque achou? — Mikhael me pergunta enquanto analiso o lugar. Parecia ser grande, e a entrada era bem iluminada, a música alta já podia ser ouvida, e as pessoas pareciam tranquilas.

— Acho que vai ser legal. — sorrio para ele e o mesmo retribui.

Andamos para dentro do estabelecimento, e vejo uma decoração bem ao estilo de Mikhael mesmo, muitos quadros enfeitando as paredes, esculturas pequenas pelas mesas e prateleiras, paredes em vermelho escuro e um palco de karaokê ao fundo. Perto desse palco, um espaço em vazio e então o bar, com prateleiras com várias bebidas atrás do balcão, iluminado por led azul claro, bancada de vidro e dois barmans uniformizado.

A galera bem de boa, dançando na pista ou nos cantos, conversando amigavelmente, e a grande maioria curtindo a música: Do I Wanna Know, do Arctic Monkeys, a mesma que Mike me fez ouvir muitas vezes quando saíamos juntos e eu dividia fone com ele.

— Gostei pra caramba daqui. — falo alto, perto do seu ouvido pra que ele possa escutar.

— Eu sabia que ia gostar! — ele fala de volta — Eu só vim uma vez aqui com o Tayr, e garanto que é bem tranquilo. — ele aponta para os seguranças espalhados pelos cantos.

— Achei seguro. — sorrio e ele ri.

Mike e eu andamos até o bar, onde peço gentilmente um whiskey e ele uma vodka. Conversamos um pouco, até eu avistar uma ruiva muito bonita na pista de dança, olhando e sorrindo para mim.

— Mike… — chamo sua atenção e ele me olha — Aquela mina ruiva de vestido cinza tá tentando flertar comigo. — aponto quando ela dá as costas, para que Mikhael olhe sem chamar a atenção.

— Ela é bonita. Vai lá, Tarik. — ele me incentiva.

— Não sei… — digo e vejo ela me olhar por cima do ombro. Sua pele clara era destacada pelo batom vermelho, e um delineado de gatinho muito fofo nos olhos.

— Moço, ela tá mesmo olhando pra você. Esse olhar de canto não engana ninguém. — fito seu rosto e ele está sorrindo de canto — Ela tá esperando você tomar iniciativa. Vai lá, mostra atitude, Pac. — ele dá um soco de leve no meu ombro e sorrio sem graça.

— Tá. — viro meu copo e Mikhael gargalha me vendo fazer careta — Torce por mim.

Dito isso, me levanto da banqueta, atravessando a pista de dança, com a ruiva mantendo o olhar mim durante meu caminho. Começa a tocar Oceans, do Seafret no momento em que chego perto da garota.

— Oi. — digo e ela sorri abertamente, chegando ainda mais perto de mim.

— Oi.

— Desculpe vir do nada aqui, mas seus olhos castanhos pareciam me chamar. — ela ri e fica corada.

— Talvez. — ela dá de ombros.

— Dança comigo? — pergunto e ela assentiu sorridente, colocando suas mãos em meus ombros e eu em sua cintura, suavemente — Qual seu nome?

— Lana. — arregalo os olhos.

— Lana? Tipo, a Lana Del Rey? E vocês são parecidas até. — analiso seus cabelos lisos e perfeitamente moldado nas pontas, como o da Lana Del Rey.

— Obrigada. — murmura — Eu gosto pra caramba dela. E qual seu nome?

— Tarik. — ela era um pouco mais baixa que eu, e parecia tímida — Você também canta? Tipo a Lana? — ela gargalha, uma risada fofa.

— Não. Eu prefiro fotografar.

— Hum. Eu prefiro estar em frente à câmera. — ela sorri e chega mais perto, colando nossos corpos, me permitindo firmar minhas mãos em sua cintura.

Bom, eu não tenho tempo pra muita coisa, até mesmo porque eu preciso ficar com alguém, e ela me parece uma boa opção. Quando ergue o rosto de meu ombro para me olhar, fito sua boca, me aproximo devagar e ela fecha os olhos, enquanto toco nossos lábios.

Ouço um estouro e afasto a boca de Lana, que se vira para olharmos oque aconteceu. Vejo Mikhael em pé, bufando enquanto um cara está no chão, se levantando. Os copos que estavam sobre o balcão, estão despedaçados no chão.

— Não ouse falar de novo! — Mikhael fala alto, rangendo os dentes.

Alguns seguranças ajudam o homem caído, e num ato rápido, o loiro agarra uma garrafa de uma mesa e joga na direção de Mike, que põe o braço em frente ao rosto para de proteger, e só vejo sangue escorrer de seu ombro.

— Lana, eu tenho que levar o mocinho de óculos embora. — digo e ela assente.

— Foi um prazer te conhecer! — ela beija minha bochecha e devolvo um beijo na testa, correndo até Mikhael.

Puxo sua camiseta e ele me encara com os olhos vermelhos.

— Você tem que sair daqui! — um segurança aparece atrás de Mikhael, avisando à ele — Vocês dois que brigaram estão expulsos por hoje. — ele murmura apontando para o loiro sendo levado pra fora.

— Moço, deixa eu limpar esse machucado do ombro dele e eu juro que levo ele pra casa. — imploro mostrando o corte no ombro de Mikhael e o de terno revira os olhos.

— Tá, mas rápido, e se causarem problemas, eu chuto vocês pra fora, literalmente.

— Obrigado. — agarro a cintura de Mike e o puxo para o banheiro masculino.

Ao entrarmos, eu tranco a porta. Como nesse andar tem dois banheiros como este, acho que os caras não terão problema em achar um banheiro livre.

Empurro Mike para se encostar na bancada e ele resmunga quando puxo sua camiseta pra cima. Seu corte não era muito profundo, mas sangrava.

— Que diabos aconteceu? — pergunto e ele bufa — Não vai conversar comigo? — seu olhar fixa no teto, me ignorando totalmente enquanto molho papel toalha pra passar sobre seu braço e peito sujo de sangue pelo corte no ombro — Ótimo, agora está agindo como uma criança. Muito babaca da sua parte toda essa confusão.

— Não pedi pra me ajudar. Você podia ter ficado com a garota. — ele me empurra pelo peito com sua mão gelada — Pode fazer isso agora, eu sei voltar pra casa. — ele abaixa o rosto, pegando a camiseta ao seu lado.

Tomo a peça de sua mão e solto de novo na bancada. Ele me olha desafiador.

— Vai embora, Tarik.

— Qual o seu problema? Oque aconteceu?

— É, exatamente, meu problema, cada um cuida de si. — diz amargo — Você é um idiota, Pac, um completo imbecil.

Minha mão arde acertando um tapa em seu rosto, fazendo ele virar a cara.

— A única pessoa imbecil aqui é você, que está agindo assim do nada comigo. — digo com os olhos cheio de lágrimas, largando o papel toalha sujo de sangue no lixeiro e dando as costas para sair dali.

Sinto sua mão forte agarrando meu braço e me jogando contra a parede, e ao piscar, Mikhael já está em cima de mim, com as mãos descendo pelo meu abdômen.

— Mike? — o chamo quando ele se agacha em minha frente, com as mãos na barra da minha calça, e seus dedos desesperados em abrir o botão do meu jeans — Mikhael!?

Ele não respondeu, apenas abaixou minha calça até meus joelhos, junto da minha box. Fico estático vendo ele rodear a mão em meu membro e começar a me masturbar.

— Mike… — começo e ele resmunga.

— Ssssshhh, Tarik, para de falar por favor.

Ele parece estar muito bêbado mesmo, eu não entendo como, mas está. Estou totalmente confuso, e seus toques são tão bons, que não consigo mandar ele parar. Eu me sinto muito errado, e estou bravo, mas não tenho opções agora. Fecho os olhos, atirando a cabeça para trás e me entregando. Foda-se, amanhã acho que nenhum de nós vai lembrar disso. Eu talvez lembre, mas bêbado como Mike está, dúvido muito lembrar. Então eu posso esquecer, eu acho.

— Isso, Pac… — ele murmura e sinto seu dedão passar pela minha glande e espalhar meu pré-gozo pelo meu membro e me permito gemer baixo com isso, caralho é muito bom.

Arfo em um susto quando seus lábios quentes envolvem meu pênis. Abaixo o rosto e fito Mikhael tentando colocar o máximo em sua boca, movimentando rapidamente.

— P-Porra… — gemi entre dentes, colocando a mão em sua nuca e fechei os olhos novamente, deixando correr em minhas veias a sensação de erro.

Eu não sou gay. Eu sou? Bom, eu fui atacado, então não. Mas estou excitado pra caramba com esse boquete. Ou talvez seja porque estou bêbado. Oque está acontecendo comigo? Estou deixando meu melhor amigo bêbado me chupar e estou gemendo, deixando isso acontecer. Eu deveria ter impedido ele. Esse babaca acabou de ferir meus sentimentos, e mesmo assim está aqui, diante de mim, de joelhos, me dando um prazer desconhecido. Seus dedos habilidosos provocam minhas bolas enquanto sua língua deixa um rastro de fogo em minha glande, e não consigo me segurar.

Gozo em sua boca, e o vejo engolir minha porra. Com as pernas fracas, fico encostado na parede enquanto ele sobe minha box e calça, subindo o zíper e prendendo o botão novamente. Cola sua testa com a minha e passa seu dedão pelo meu lábio inferior.

Tínhamos a respiração desregulada, e ainda assim, ele se aproximou lento, beijando meus lábios devagar, sem a língua, com uma mão em minha cintura e outra agarrando minha nuca, deixando seu dedão atrás de minha orelha, me mantendo firme.

Meu peito ferve. Eu não sou apaixonado pelo Mikhael, certo? Somos melhores amigos. Eu estou o beijando porque ele me beijou, e estamos bêbados, e torço agora que nós dois amanhã não tenhamos lembranças do que aconteceu aqui.

Ele afasta nossas bocas.

— Desculpa. — ele murmura e se afasta indo até a pia e abrindo a torneira, deixando o óculos sobre a bancada e esfregando o rosto.

— Mike… — murmuro falhado, tentando me desencostar da parede sem tremer as pernas.

— Hum? — responde afundando o rosto na água.

— Se amanhã você tiver lembranças disso…

— Relaxa, Tarik. — ele me olha — Nunca aconteceu. — ele seca o rosto com papel toalha e limpa seus óculos, colocando sua camisa em seguida e passando a mão no cabelo — Vamos, ou eles vão vir arrancar a gente daqui. — fala sem olhar em meus olhos, destrancando a porta.

— Claro.

Murmuro ainda fraco, e ambos saímos. O segurança que nos abordou antes, aparece e nos acompanha até a saída.

No carro, voltando pra casa, Mikhael pega no sono, e eu fico querendo socar meu rosto por ter deixado oque aconteceu acontecer.

[;]

— Pac. — ouço a voz rouca de Mike e abro os olhos devagar, e fito seu ombro com gaze e micropore, ele está sem camisa e usa um short de estampa militar. Quando coloco os olhos nele, o mesmo coça a nuca e se afasta da cama — Tayr mandou eu chamar você pro café da manhã. São quase 10 horas já.

— Ok, já desço. — ele desvia o olhar e sai rapidamente do quarto.

Me sento na cama, colocando a mão sobre a cabeça dolorida, e lembrando da noite anterior. Para Mike estar agindo assim, ele deve ter acordado com lembranças de ontem. Merda.

Bufo, sem saber oque eu faria. Sem saber oque aconteceu. Eu só torço muito pra que isso não atrapalhe nossa amizade. Eu não quero que isso nos afaste. Eu gosto muito do Mikhael e se afastar me machucaria demais.

Na mesa do café, eu e Mikhael apenas ouvíamos Tayr falar sobre a edição de alguns vídeos e essas coisas, além de pensarmos na ordem que os vídeos seriam postados.

Após o café da manhã, Mikhael disse que ia sair por algumas horas e não sabia dizer se voltava para o almoço, e eu fiquei ajudando Tayr à arrumar a cozinha.

— Pac, olha, eu não quero me intrometer, mas por que você e o Mike não conversam sobre o ocorrido de ontem? — olho para ele de olhos cerrados.

— Não aconteceu nada ontem.

— Pac… — ele bufa, fechando a torneira — Vocês dois chegaram bêbados, você subiu, tomou banho e foi direto dormir, enquanto eu fiquei aturando Mikhael chorando abraçado em mim contando tudo, e como ele foi idiota em ter feito oque fez. As coisas não eram pra ter andado assim.

— Oque ele te contou?

— Tudo. Desde quando ele te incentivou à ficar com a ruivinha até a volta de vocês pra casa. Mikhael disse que não te explicou a briga dele com o cara, certo?

— Ele te contou? — ponho a mão em seu ombro — Me conta por favor.

— Aquele idiota com quem o Mikhael brigou, foi um ficante dele de um tempo atrás.

— Mike me disse não ter tido experiência com garotos.

— Ele não namorou nenhum, mas ficou com Nicholas algumas vezes. Não chegaram à… Você sabe… Mas enfim. — eu assinto — Mike disse que Nicholas ficou provocando ele, porque Nicholas sabe que Mikhael é apaixonado por você e ele estava assistindo você beijando a garota.

— Para, para, para, para! — coloco a mão sobre o peito de Tayr e respiro fundo — Mikhael é apaixonado por mim?

— Desde sempre né, Pac. — Tayr faz uma feição óbvia — Você nunca percebeu o quanto ele vive tentando te agradar e fazer você feliz? Ele já sofreu muito por isso, te assistindo sair com a Amanda, sabendo que ela não te merecia.

— Ele mentiu pra mim, disse que ninguém mais da casa sabia que ele era gay.

— Eu só soube que ele amava você, quando ele resolveu abrir o jogo comigo um dia antes de você vir morar com a gente. Tarik, entenda: ele está se sentindo muito mal. Conversa com ele, fala que podem apagar a noite passada e seguir em frente. Ele quase nem comeu hoje de manhã.

— É muita coisa pra minha cabeça. — meus olhos se enchem de lágrimas — Isso é ridículo! — grito jogando o pano de louça sobre a mesa — Por quê? — dou um soco contra a parede.

— Para, Tarik! — Tayr segura minha mão e me vira para ele — Oque tem?

— Por que ele não me contou durante todo esse tempo? Por que ficou fazendo esse joguinho idiota comigo? Ontem mesmo ele tava me chamando de imbecil, até dei um tapa na cara dele, e merda, todos esses anos, ele podia ter me contado.

— Ele teve medo, Pac. E olha só como está reagindo agora!

— Ele me fez me sentir sujo ontem, me senti culpado, me senti o pior amigo do mundo, porque ele tava bêbado, e jamais faria aquilo sóbrio! — as lágrimas quentes descem pelo meu rosto e tenho vontade de arrancar os olhos com as unhas.

— Tayr, você viu o meu ce… — A voz de Mikhael se faz presente e olho para o lado, vendo ele parado na entrada da cozinha — Oque tá acontecendo aqui?

Empurro Tayr, passando correndo por Mikhael e subindo até meu quarto, pegando do pequeno bolso da minha mala azul a chave do meu carro e minha carteira. Indo até o quarto do Mike, pego meu celular.

Quando desço as escadas, Mike estava vindo ao meu encontro.

— Tarik, oque aconteceu? — ele pergunta em desespero e não respondo, abro a porta e saio batendo ela com força, correndo até meu carro.

Quando dou partida, Mikhael surge na porta, e dou ré, saindo rapidamente dali e seguindo rumo desconhecido.



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