História You've got to hide your love away - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Personagens Originais, Ringo Starr
Tags Amor, Comedia, Cynthiapowell, Drama, Georgeharrison, Johnlennon, Músicas, Paulmccartney, Ringostarr, Thebeatles
Visualizações 21
Palavras 2.063
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amorzineos! Não se preocupem, não estou nem perto do fim da história.
Espero que gostem, e por favor, deixem seus comentarios!
Boa leitura <3

Capítulo 17 - Chapter XVII - The beginning of the end


Fanfic / Fanfiction You've got to hide your love away - Capítulo 17 - Chapter XVII - The beginning of the end

O sucesso dos Beatles foi de vento em poupa, em menos de um ano (o que havia sido planejado para que eles começassem a fazer sucesso anteriormente) eles já estavam conhecidos por toda Inglaterra, Estados Unidos e Europa. Nosso namoro ia bem, Adam ainda insistia alguma coisa de vez em quando, mas sabia que eu era de John, e os rapazes estavam quase sempre viajando. Certa vez, eles estavam em Chicago fazendo um grande show, quando resolvi fazer uma surpresa para John.

- Pegou tudo, filha? – Perguntou minha mãe fechando a porta do carro e colocando o cinto de segurança.

- Acredito que sim, mãe, espero não ter esquecido nada. – Entrei e sentei no banco do passageiro e coloquei também o cinto de segurança.

- Diga a John que mandei lembranças, e ao seu pai, que estou com saudades. (Eles haviam reatado o casamento). – Disse ela me dando um beijo no rosto ao ver que estávamos nos aproximando do aeroporto. Fazia em torno de umas 3 semanas que não via John, apenas trocávamos cartas e telefonemas. Estava acostumada com a distância, mas ainda sim sentia sua falta. Não poderia o acompanhar, pois estava trabalhando como secretária em uma costureira, e além do mais tinha mamãe, não poderia simplesmente deixa-la.

- Te amo mãe, se cuide – Me despedi dela, e embarquei logo em seguida. O voo durou em torno de sete horas, e foi tudo muito tranquilo. Ao chegar no aeroporto, papai me esperava com um largo sorriso no rosto. Dessa vez ele estava diferente, estava mais magro, um pouco pálido e com os olhos fundos, provavelmente pela correria que ele deveria estar com os rapazes, coitadinho.

- Olá papai! – Dei um forte abraço nele, estava morrendo de saudade. Nossa vida havia mudado tanto nos últimos dois anos, que era sempre bom quando o via novamente.

- Oi minha filha, como foi o voo? – Perguntou dando-me um beijo na testa e logo em seguida pegando minha mala.

- Foi bem calmo, mas estou cansada de ficar sentada – Respondi rindo e nos dirigimos a saída do aeroporto. Fazia um lindo dia de verão, o sol estava ali para nos presentear com sua beleza, e estava um delicioso calor, que eu sentia falta morando em Londres.

- Os rapazes devem estar dormindo ainda, não fui no quarto deles hoje. Ontem eles fizeram um show a noite e depois foram exaustos dormir. – Papai guardou minha mala no banco de trás do carro e logo fomos para o hotel em que eles estavam. Não ficava muito longe dali, em torno de 15 minutos de carro, chegamos lá. Papai me entregou a cópia da chave do quarto de John e se encarregou de guardar minha bagagem em seu quarto, e depois levaria para o de John. Coloquei a chave na fechadura lentamente, evitando qualquer barulho que o faria acordar. Abri a porta lentamente e tirei meus sapatos, que eram de salto. Deixei-os na porta e me encaminhei em direção a sua cama. Estava tudo muito escuro, ele deveria estar no décimo sono, coitadinho. Larguei minha bolsa no chão mesmo e fui “tateando” a beira da cama para me deitar ao lado dele e lhe acordar com muitos beijos, do jeito que ele gostava quando estávamos em Liverpool. Ao tocar na cama senti uma coisa estranha, algo que não deveria estar ali. Meu coração disparou na hora. Procurei por algum abajur que sempre tem no quarto de John, ele adora a luz baixa de um bom abajur. E assim encontrei. Ao acender a luz me deparei com a pior cena de todos os tempos. John estava acompanhado. Gelei dos pés à cabeça ao ver aquela cena e simplesmente travei. Não consegui raciocinar nem falar nada, fiquei ali de pé como uma estátua até que alguém acordasse. E não demorou muito para isso acontecer. John acordou alguns instantes depois, aparentemente por causa da luz que eu acendi. Ele parecia cansado e estava nu. Esfregou seus olhos lentamente e assim que os abriu levou um susto ao me ver ali.

- LUCY?! – Perguntou ele com um sorriso no rosto, e logo mudou sua expressão ao lembrar que estava acompanhado. Não consegui responder, ainda estava em choque com aquilo tudo.

- O que houve John? – Uma voz feminina sonolenta disse, virando-se para mim com dificuldade devido ao cansaço.

- Lucy? O que faz aqui? – Disse Cynthia. Cynthia havia passado a noite com John, ela também estava nua. Não pude acreditar. Me movi até uma poltrona que havia no quarto de John e em silencio me sentei. Estava em choque, não conseguia pensar, mal podia respirar.

- Lucy não é o que você está pensando. – Disse John aparentemente desesperado enrolando o lençol em sua cintura, ele veio em minha direção e se ajoelhou na minha frente. Continuei imóvel, senti meus olhos encherem de lágrimas e uma dor inexplicável em meu coração.

- John... – Disse Cynthia.

- SAIA CYNTHIA, SAIA DO MEU QUARTO, VOCÊ ESTRAGOU TUDO! – Ele gritava feito doido e atirou as roupas de Cynthia em seu colo, que as vestiu e saiu correndo, acho que com medo de John.

- Lucy, por favor, me escuta.... Eu não sei como isso aconteceu. – Disse John segurando minha mão.

- Como você pôde? – Mal conseguia falar naquele momento, chorava como nunca havia feito antes.

- Me perdoa Lucy, por favor. – John me abraçava forte e secava minhas lágrimas com beijos. Não movi um dedo. Não sentia nada naquele momento, a não ser dor. Uma dor tão forte que parecia física, como se eu tivesse levado um grande soco na boca do estômago. Me levantei lentamente, peguei minha bolsa e me dirigi a porta. John vestiu sua cueca que estava pelo chão.

- Lennon, está na hora do café – Gritou Ringo entrando no quarto seguido de Paul, George e papai. Me sentei no sofá que havia no quarto e fiquei olhando fixamente para o chão, ainda em choque, ainda chorando, ainda sangrando.

- Mas o que... – Perguntou George olhando em volta tentando entender o que estava acontecendo.

- Cynthia havia o trazido ontem e... Cynthia?? – Perguntou Paul boquiaberta ao ligar os pontos.

- Saiam daqui – Disse John levando as mãos à cabeça e sentando no chão. Coloquei meus sapatos e fui em direção a porta.

- Lucy, vamos conversar, por favor – John segurou meu braço com força. Estava claramente arrependido, mas não largou uma lágrima sequer. John não chorava.

- Acabou John, acabou para sempre. – Disse baixinho. Aquela frase doeu tanto em John que ele me soltou sem ao menos perceber, e saí do quarto. Todos ficaram apavorados com o que acabara de acontecer. Todos ficaram ali, em choque, tanto quanto eu.

 

JOHN’S POV

Não conseguia acreditar no que havia acontecido, Lucy não podia ter visto aquilo, eu não podia ter feito isso. Permaneci sentado por longos minutos pensando na enorme cagada que havia feito.

- O que aconteceu John? O que você fez? – Paul perguntou sentando-se ao meu lado tentando entender tudo aquilo.

- Eu não sei cara, a Cyn me trouxe ontem para o quarto depois do show, bebemos vinho e ficamos conversando até mais tarde. Fiquei um pouco bêbado e depois só me lembro de acordar com a luz do abajur. – Fiz um esforço imenso para tentar me lembrar do que havia acontecido, sem sucesso.

- Já era John, você perdeu a Lucy. Deixe-a ir, depois quem sabe vocês conversam. – Disse Ringo sentando-se conosco.

Fiquei um pouco em silencio, pensando no que fazer. Coloquei uma roupa e saí correndo atrás dela. Lucy estava no elevador do hotel com uma mala na mão e com os olhos inchados de chorar, aquilo partiu meu coração. Entrei no elevador e apertei no botão de emergência, para que ele parasse de descer.

- Me deixa ir John – Lucy secava o rosto com as mãos, mas não me olhava nos olhos. Deus, como doeu aquilo.

- Lucy por favor me escuta. – Implorei a ela segurando sua mão.

- O que você quer que eu escute? Que você transou com Cynthia, mas que se arrepende e me ama? Não consigo mais acreditar nisso John, poupe suas palavras. – Lucy estava alterando o tom da voz.

- Por favor Lucy, olhe nos meus olhos. – Levantei seu rosto delicadamente, e assim o fez.

- Eu não me lembro de ter transado com ela, lembro-me de ter saído do show, viemos para o hotel e ficamos conversando até mais tarde, depois eu acordei com você acendendo a luz, mas eu juro Lucy, não me lembro de ter transado com ela. – Olhava firmemente em seus olhos, que não paravam de chorar. Sequei suas lágrimas com meu rosto e tentei abraça-la o mais forte que pude. Lucy cedeu um pouco e aceitou o abraço.

- Eu amo você Lucy, acredita em mim, por favor – Falei baixinho em seu ouvido e dei um calmo beijo em seu pescoço. Naquele momento senti suas unhas em meu braço me puxando para mais perto. Beijei seu rosto lentamente e logo seus lábios. Lucy me empurrou com tanta força que eu nem sabia que uma pessoa tão pequena podia ter.

- Me deixa ir John, por favor. Acabou. – Disse ela tentando se recompor. Soltei o botão de emergência e ela saiu no mesmo andar que estávamos, indo de escada mesmo.

Ela tinha razão. Havia acabado. Voltei para o quarto e Cynthia estava lá sentada com os rapazes. Não consegui segurar a raiva.

- O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ CYNTHIA? HÃ? – Levantei-a do sofá pelos braços. Senti meu rosto aquecer.

- Eu? Eu não fiz nada John, nós fizemos, admita – Ela gritou de volta.

- Eu não fiz merda nenhuma, não me lembro de nada! – Continuei gritando e Paul veio tentar me acalmar.

- Não lembra porque estava bêbado feito um mendigo, mas fez! – Ela gritou mais alto e a joguei no sofá. Peguei uns trocados e meu cigarro e logo saí batendo a porta do quarto. Desci correndo as escadas do hotel, estava furioso com toda aquela situação. Como pude ser tão burro? Ao chegar na rua vi Lucy entrando no carro de Brian, acompanhada por ele. Ela não parava de chorar e Brian me fuzilou com os olhos. Deus, como doeu vê-la partir. Caminhei um pouco pela rua e encontrei um bar, onde entrei sem pensar duas vezes. Pude ouvir alguns cochichos sobre “O que John Lennon em um bar as oito da manhã? ”, mas não liguei, tomei dois shots de tequila e voltei para o hotel.

 

LUCY’S POV

Entrei no carro de papai e só sabia chorar, nunca havia sentido dor tão grande antes.

- Eu não sabia filha, não pude adivinhar que isso aconteceria, John não parava de falar em você – Disse ele me levando de volta ao aeroporto.

- Tudo bem papai, você não tem culpa. - Respondi esboçando um sorriso amarelo.

- Aquele garoto me paga, você vai ver. – Pude sentir tanta raiva em sua voz quanto eu tinha naquele momento.

- Não papai, não quero que você se meta nisso está bem? Isso é um problema somente nosso. – Sequei minhas lágrimas e respirei fundo. Estávamos chegando no aeroporto. – Você pode avisar mamãe de que eu estou voltando? Aliás, ela morre de saudade de você. – Ele abriu um imenso sorriso e assentiu com a cabeça. Nos despedimos e embarquei o mais rápido possível, só queria estar em casa novamente.

 

- Mãe? – Chamei por ela ao abrir a porta. Nada ouvi. Subi para meu quarto e larguei a mala na porta mesmo. Sentei na cama e fiquei pensando por alguns segundos sobre tudo que havia acontecido. Fiz um telefonema para Pattie que veio até em casa e ouviu todas minhas lamentações atentamente, e ficou com tanta raiva quanto eu.

- Você merece mais que isso Lucy – Disse ela me abraçando com ternura. Pattie se tornara minha melhor amiga na cidade.  Pensei por alguns segundos... deveria seguir seu conselho.

- Eu volto já – Respondi e apressadamente e saí. Fui correndo – literalmente - até a casa de Adam, que morava um pouco longe de mim. Cheguei ofegante e bati em sua porta umas mil vezes até ele abrir.

- Lucy? – Ele estava surpresa em me ver, sabia que eu viajaria até Chicago.

- Eu aceito. – Disse ofegante, quase sem respirar.

- Você aceita o quê? – Ele estava confuso.

- Eu aceito, o anel que você me mostrou na pracinha outro dia. Eu aceito me casar com você. –

 

 



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