História Zona de amizade - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Tags Readaptação
Visualizações 56
Palavras 3.680
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Carta branca


 

 

Que diabos é isso?

Levanto o olhar da minha papelada da sexta-feira para ver Tina na entrada do escritório, com o rosto pálido e olhos surpreendidos.

A confusão me atravessa. Baixo os olhos para ver que eu tinha esquecido, de guardar a minha pistola 45, a qual está sobre a minha mesa.

Oh, merda.

— Eu... uh... — Eu não tenho certeza do que dizer. Esta arma é meu bebê. Meu pai me deu quando eu tinha quinze anos. No entanto, não me deixava usar. Foi apenas para proteção. Só para ser utilizado em situações de vida ou morte. A primeira coisa que ele me ensinou foi para nunca apontar a arma para alguém em quem você não planeje usar. Não estou dizendo que já não tenha usado ela alguma vez. Eu usei.

É uma pistola semiautomática regular com carcaça de aço. A coronha, porém, é de madeira com ouro maciço com Maria Madalena no lado Direito. É uma obra de arte. Esta foi a arma que meu pai trouxe da Rússia. Ele me ensinou como usá-la. É minha única conexão com o meu pai além do nosso piano de cauda.

Decido agir com calma. Posso confiar em Tina.

Ela caminha para mim lentamente, obviamente, ainda petrificada pelo objeto na minha mesa e diz baixinho: — Por favor, me diga que você tem permissão para isso.

Eu sorrio e balanço a cabeça. Não de um "de jeito nenhum", mas em uma maneira "Ahhh, você é tão fofa".

Eu sorrio.

— Quer segurá-la?

Ela arqueja, seu corpo retrocede, e mete as mãos debaixo de suas axilas parecendo como a ponto de fazer a dança da galinha, então se inclina para frente e sussurra com selvageria: — Eu não quero as minhas impressões digitais sobre isso! Eu caio na gargalhada. Meu Deus, ela é tão ingênua.

Pegando a pistola, me coloco de pé e a coloco na gaveta de cima do armário de arquivos do canto antes de fechar com chave. Eu vou para Tina, coloco minhas mãos em seus ombros e asseguro:

— Nada para se preocupar, querida. É apenas para proteção. — Ainda desconfiada, ela olha nos meus olhos e tenta brincar.

— Você deve ter grandes inimigos. Inclino-me para baixo e beijo a sua testa.

— Você não tem ideia. — Sussurro.

 

 

Tina não sabe, mas eu estava falando sério quando disse isso.

 

Parece ansiosa quando pergunta: — De quem você precisa se proteger Cass?

— Vou explicar um dia, querida. Eu prometo. - Tina não parece menos cautelosa, mas concorda com a cabeça.

Boa menina. Escolhe suas batalhas.

Eu pergunto: — Você precisa de algo, pequena Tina? - eu puxo uma mecha de seu sedoso cabelo escuro.

Seu rosto se ilumina quando se lembra porque veio.

— Sim! Eu quero um sanduiche de peru do Silvio para o almoço, então vim para ver se você quer um também.

Meu estômago ronca e eu respondo: — Seria ótimo. Eu tenho um monte de trabalho para terminar com um prazo até as 13h da tarde, por isso seria perfeito.

Quando eu alcanço a minha carteira, a garota travessa sai correndo pela porta e grita: — Esse é por minha conta!

Eu me levanto e rodeio minha mesa em um segundo com uma nota de vinte dólares na mão. Eu a vejo tentando abrir a pesada porta de segurança rapidamente, mas nada acontece. Tem um segundo bloqueio com temporizador. Quanto mais sacode, mais se fecha a fechadura. Vira a cabeça e me vê atrás dela. Seus olhos se arregalaram do tamanho de pires. Olha para esquerda, depois à direita tentando encontrar uma rota de fuga, as sobrancelhas são levantadas ainda mais e vejo uma ideia formando-se em sua cabeça. Arremete em direção ao elevador e pressiona o botão uma vez e outra vez. Eu rio internamente.

Continue fazendo isso, querida.

O elevador não funciona sem um cartão magnético. Está pressionando o botão a uma milha por segundo dizendo: — Vamos, vamos! — Nada acontece.

Estou a poucos metros dela quando decide tentar me passar no corredor estreito.

Que mulher doida!

Seus olhos estão bem abertos e as bochechas são da cor de algodão doce. Ainda assim, faz o seu melhor para deslizar ao meu lado. Meu braço dispara e enrola na cintura dela.

Tina solta um grito. Eu a puxo de volta ao meu peito e sussurro em seu ouvido: — Essa foi uma ideia muito ruim, querida.

Seu corpo permanece imóvel imediatamente, e sussurra como resposta: — O que você vai fazer comigo?

Oh, merda. Não me tente, baby.

Creio que, todavia, está assustada por haver visto minha pistola. É adorável. Sorrio cruelmente ainda que ela não pode me ver. Eu relaxo meu braço ao redor de sua cintura e mudo para seu quadril. Então eu movo minha mão livre para o outro lado do seu quadril.

Começando o festival de cócegas.

 

Tina começa a uivar de tanto dar risada, depois ri tão agudamente que soa como um cachorro latindo. Luta comigo, é tão linda que não posso evitar de rir com ela.

— CASS! PARE! POR FAVOR, PARE!

Mas eu não paro. Ela necessita aprender a lição.

Continuo fazendo cócegas nas cadeiras e nas costelas.

Então chegam os bufos.

Só então eu escuto outras pessoas rindo. Eu olho para porta da sala ‘relaxamento’. Kentin, Ghost e Trick estão rindo, claramente apreciando o show.

Tina grita.

— CASS, VOU FAZER XIXI! — Neste ponto, ela está rindo assim como chorando e fazendo sons como xi—xiiiiii— xi.

Meu corpo treme com o riso quando finalmente a coloco de pé. Eu a solto e ela sai bufando e ofegando.

Eu a olho. Seu cabelo é um desastre, a maquiagem está ligeiramente escorrida sob seus olhos e está lindamente corada.

Eu me pergunto se este é aspecto que tem quando goza.

— Bem, - Engasgo — Eu só, - Engasgo - Irei buscar, - Engasgo o almoço. — E ela se vira para ir embora.

— Tina, pare. - Advirto firmemente.

 

Ela para e seus ombros ficam rígidos. Aproximo-me dela, pego sua mão e coloco a nota de vinte dentro. Olha a nota e logo me franze a testa.

Eu sorrio. — Eu quero um cookie também. - Ela me fulmina com o olhar, logo continua até o final do corredor. Grito: — Se eu descobrir que você não usou o dinheiro para comprar nossos almoços, eu juro vou fazer cócegas em você de novo e com mais força... e desta vez você vai fazer xixi.

Estou tão surpreso quando ela sorri de forma ácida e mostra o seu dedo, eu caio na gargalhada.

Minha tolinha.

 

 

TINA

 

Cass nos disse para vir para o The White Rabbit no domingo esta semana. Ele explicou que não é tão movimentado como sábado à noite e a música é mais relaxante e tranquila. Perguntei às meninas e elas concordaram com isso.

Depois de Cass quase tirar a minha vida com as cosquinhas por tentar comprar nossos almoços na sexta, eu quase pedi tomate de vingança no seu sanduiche. Silvio estava prestes a colocar o tomate no lanche quando gritei: — Pare! — Todos na loja se viraram para me olhar. Eu me arrastei até ele e sussurrei: — Sem tomates, por favor.

 

Mas pedi o biscoito de chocolate para ele em vez de chocolate branco com amêndoas o seu favorito.

Sim, eu sou uma menina malvada.

Agora é domingo à noite e estamos nos preparando para o clube.

Como as meninas compartilham o espelho do banheiro, eu vou alimentar Bear e lhe dar algum carinho. Agradece-me com um Mrraaoowww e me dirijo para o banheiro para ficar pronta.

As meninas terminaram e estão me esperando. Eu aplico maquiagem leve e passo uma forte camada de gloss com brilho transparente.

Então eu verifico o meu guarda-roupa para encontrar algo para vestir. Eu decido por uma saia lápis de cintura alta preta e blusa de linho com mangas compridas. Eu finalizo com um cinto branco largo e scarpins de camurça branco.

Ambre está vestindo pantalonas pretas, camisa cinza com sapatilhas negras. Violet usa uma minissaia jeans e blusa de manga comprida preta com saltos pretos. Iris está vestindo calças de linho brancas e uma camisa preta com saltos cinza carvão. Todas estão incríveis.

Chegamos ao clube justo depois das dez horas e eu estou surpresa de ver uma longa fila. Pela maneira que Cass falou sobre as noites de domingo do clube pareceu como se estivesse morto. Estamos nos aproximando do início da fila e B-Rock nos cumprimenta com um grande sorriso.

— E lá estão elas. Dê-me um pouco de amor, senhoras.

Já não pede os nossos passes Vips. Cada uma lhe dá um beijo na bochecha quando passamos por ele. Iris franze os lábios vermelhos brilhantes e pressiona-lhe um beijo na testa. Nós rimos quando ele franze a testa.

Assim que entramos, fomos até as escadas para área VIP e somos recebidos por uma sorridente Alicia afro-americana hoje à noite.

Ela é ardentemente sexy!

Ela nos cumprimenta com: — Boa noite, senhoras, vocês são da Safira, certo?

Ela tem uma voz deliciosamente rouca que é quase hipnotizante.

Todas nós sorrimos quando Ambre fala: — Essas seríamos nós. - Ela se inclina para Alicia e diz: — Você é linda. Se você quiser me encontrar para uma bebida, deixe-me saber.

Quando Ambre me disse que ela era bissexual me surpreendeu. Ela não parecia uma. Não me entenda mal, eu estou bem com isso. Amo o amor. Em todas as suas formas e estados. E eu adoro Ambre como uma lésbica. Torna-se uma cadela. A Alicia sorri levemente e diz baixinho: — Bem, Shazam. Eu acho que eu poderia fazê-lo.

Nos leva a nosso camarote reservado, no qual os caras já estavam sentados. Todos nós nos sentamos e franzo a testa quando Ambre tenta se sentar ao lado do Cass.

Esse é o meu assento, Amby! É sempre o meu lugar!

Justo quando sua bunda baixa no assento, coloco minha mão nas cadeiras, limpo a garganta e bato o pé.

Ambre olha para mim e ri.

— Este é o seu lugar, certo querida?

Eu coloco um dedo no seu peito suavemente, faço uma carranca e sussurro em voz alta: — Você sabe que é, sua dissimulada!

Levanta os braços em derrota e se move para se sentar ao lado de Kentin.

Kentin me pergunta: — O quê? Eu cheiro a merda?

Realmente parece perturbado. Eu rio e me inclino sobre a mesa para beijá-lo na bochecha. Quando volto, assobia e sorri.

— Você acabou de compensar-me com a excelente vista do seu decote, querida. - E então ele pisca para mim.

Estou prestes a soltar um palavrão seguido da palavra você quando Cass joga um amendoim em sua cabeça e adverte:

— Já é suficiente, idiota.

Torço o nariz na direção do Kentin e concordo.

Tome isso, Kentin!

 

Levanta as mãos em sinal de rendição e diz: — Mal... De acordo, de acordo.

Kentin passa o braço em torno Amby e inicia as conversações. Eu olho a Iris e ela senta-se ao lado de Ghost assim que Violet pode flertar secretamente com Trick. Iris inclina-se sobre a mesa para conseguir algumas nozes, e seu cabelo violeta acerta o rosto de Ghost e juro, juro, que ele fechou os olhos e inalou.

Isto é tão fofo.

Espero que isso não seja uma coisa assustadora de perseguidor.

Isso seria ruim.

Eu deslizo minha bunda no camarote e Cass coloca o braço em volta da minha cintura, me puxa e sorri.

— Você não gosta quando alguém mais se senta ao meu lado? - Soa curioso.

Faço uma patética tentativa de defender minhas ações infantis. Aponto Ambre e protesto: — Ela sabia que era meu lugar, Cass. Meu lugar é sempre ao seu lado. Assim é como fazemos!

Seus olhos se enrugam e eu adoro a forma como isso faz todo o seu rosto mudar. Ele coloca seu rosto no meu pescoço e ri. Eu sinto sua respiração quente em mim e luto contra um estremecimento que me ameaça. Contra o meu pescoço, sussurra: — Muito bem querida.

 

Bebemos Cherry Bomb, rimos, brincamos e então eu sugiro dançarmos.

Já estivemos aqui algumas vezes, mas nós não dançamos porque a pista de dança era uma bagunça.

Os meninos rejeitam e as garotas me seguem em direção as escadas. Enquanto nos movemos para o centro da pista de dança, começa a tocar "I Was Made For Lovin'You" por Kiss.

Adora a música que estão tocando esta noite. É uma mistura de disco, rock e pop relaxante.

Malditamente incrível!

E estou me divertindo demais.

 

 

CASS

 

Eu me movimento na borda da área VIP, onde uma curta barreira leva a pista de dança. As meninas estão movendo suas bundas, dançando das maneiras mais estúpidas possíveis. Parecem ridículas. Rio delas.

Ambre faz o pulverizador, Violet faz pulp fiction, Iris faz o robô, e Tina faz o homem correndo.

Elas riem tanto que não podem terminar seus movimentos. Eu balanço minha cabeça e sorrio para mim.

Estas meninas são foda.

Elas gostam de se divertir e não se importam se as pessoas pensam que são loucas. Só querem se divertir. Elas são boas amigas. Tenho sorte de tê-las.

É claro que elas são, não se esqueça.

Elas fazem uma pausa. Íris Violet e Ambre estão indo para o banheiro enquanto Tina espera no bar.

Eu vejo um cara se aproximar dela e estender o braço em torno dela.

Tire suas mãos longe da minha garota, seu idiota.

Quando ela balança a cabeça, ele leva as mãos ao peito e a olha de modo patético, eu sei que ela rejeitou qualquer coisa que ele ofereceu. Ele aceitou, mas não antes de tomar sua mão e beijá-la. Tina sorri amavelmente e o sujeito se alegra.

É isso mesmo, idiota. Continue andando.

Eu vejo outro homem se aproximar dela. Ele estende a mão para ela e ela aperta sua mão, sorrindo educadamente novamente. O homem se vira de um lado e eu fico imóvel.

Meeeeeeerda!

 

 

TINA

 

Depois recusar um homem que não conheço me pague uma bebida (sim, não sou estúpida!), eu sinto uma mão em meu ombro. Eu me viro para ver um belíssimo homem. Parece ter a minha idade e tem o seu cabelo loiro platinado curto. Está bem vestido com jeans escuros e uma camiseta justa branca e seus olhos são de duas cores, uau, um é verde e o outro âmbar, mas são cálidos e simples.

Ele sorri e estou temporariamente cega. Esse cara tem um sorriso assassino! É largo e seus dentes são brilhantes e reluzentes.

Ele diz: — Desculpe-me, senhorita. Eu não pude deixar de notar que você estava com um velho amigo meu lá em cima, Castiel Leokov.

Sua voz é suave como o uísque velho. Eu gosto. Tomo sua mão na minha e fecho. E concordo.

— Sim tem razão. Eu sou uma amiga de Cass.

Seu sorriso se alarga e diz: — Isso é ótimo. Meu nome é Lysandre. Prazer em conhecê-la.

Eu respondo: — Prazer em conhecê-lo também, Lysandre.

— Eu sou Tina.

— Tina. - Ele diz como se estivesse testando e eu gosto da maneira que sua voz soa. Ele pergunta: — Posso arranjar-lhe uma bebida, Tina?

Eu explico: — Obrigado, mas eu sou uma VIP então minhas bebidas são por conta da casa.

Dou-lhe um pequeno encolher de ombros.

Ele ri e balança a cabeça. — Você não facilita para um cara entrar, certo?

Uh, o quê?

 

A confusão me domina. Eu pergunto:  — Humm desculpe... O quê?

Ele se aproxima e responde em voz baixa.

— Eu acho que você é linda. Eu quero te conhecer. E, definitivamente, quero você na minha cama, querida. - Eu me encolho para longe dele. O curioso é que ele disse que sentiu atraído por mim.

Ele se inclina e sussurra perto: —As coisas que poderia fazer para você, baby...

Uau... talvez ele possa me ajudar a superar o Cass? Sim.

Não. Não. Talvez.

Possivelmente?

Estava prestes a pedir desculpas quando eu sinto um braço em volta da minha cintura.

Oh, graças a Deus.

Cass me encontrou.

Estou surpresa de ver Ghost quando olho para cima e ele está fulminando Lysandre com os olhos.

Sua voz é de aço, quando diz: — Você está no bairro errado, L.

Todo o calor que eu vi nos olhos de Lysandre segundos antes crepita. Com um olhar duro ele diz: — Ghost. Eu não tenho visto você em um ano, homem. - Com um levantar do queixo em minha direção continua: — Esta é tua?

Ghost responde: — Já não jogamos desse jeito mais. Tina é dela mesma. Não nossa.

Eu estou tão confusa.

Lysandre sorri de uma maneira completamente feia tão diferente da que vi há alguns minutos que me pergunto quem é este homem. Murmura:

— Então ela é carta branca e você sabe disso.

O corpo de Ghost endurece e se move um passo mais perto dele. Rapidamente eu coloco a mão no peito do Ghost.

Eu digo suavemente: — Ghost, querido, vamos voltar lá para cima agora. Já não quero mais dançar.

Termino em um sussurro.

Os olhos do Ghost amolecem quando me olha.

— Sim.

Lysandre me para com a mão em meu braço. Oferece: — Eu falei sério. Pense sobre isso.

Ele me dá um cartão de visita e pego mais para apaziguar que qualquer outra coisa. Ghost se estica, como se quisesse golpear ao tipo.

Ele não soltou minha cintura até que estávamos no andar de cima. Baixa o braço, mas toma minha mão na sua e caminha rapidamente. Quando cravo meus saltos para detê-lo de levar-me, onde demônios queria me levar, ele se vira para mim e diz com urgência: — Precisamos conversar, agora. - Quando sigo hesitando, ele segue. — Eu posso levantá-la e carregá-la através do clube maldito, Tina. A escolha é sua.

Ok, de acordo!

Concordo. Ghost me arrasta a uma porta oculta no canto do clube. Ele está com raiva e eu não tenho certeza do que fiz de errado.

Abre a porta e entramos na sala de segurança. Meus olhos se arregalam espantados.

Sussurro maravilhada: Uau.

Antes de ter a oportunidade de pressionar botões e quebrar alguma coisa, Ghost me coloca em uma cadeira.

Ele se senta na minha frente e arrastar minha cadeira até que eu fique cara a cara com ele.

Logo em seguida se senta inclinado com os cotovelos sobre suas pernas e suas mãos pressionadas em seus lábios por um longo tempo.

Estou ficando louca!

Meu pescoço está quente e coçando. Justo quando estou prestes a confessar qualquer crime de que ele me acuse para sair dali ele fala.

— Você alguma vez já viu este homem antes? Nego rapidamente.

Ele suspira. — Porra, Tina. De todos os caras no clube.

O que diabos isso significa?

Ele para de repente e me aproximo com os olhos bem abertos esperando que ele continue. Ele faz, mas não o que eu estava esperando ouvir.

— Lysandre quer reclamar você. Ele quer que você seja uma de suas garotas.

Quando eu franzo a testa e aperto os lábios em desgosto, ele segue falando: — Oh, sim, uma de suas garotas. Uma de muitas. Se ele voltar a entrar em contato contigo, você tem que me chamar. Não importa a hora do dia, só faça a maldita chamada. Confia em mim?

Eu não posso falar. Eu estava momentaneamente sem voz. Assim que concordo.

Estende a mão e dou o cartão que Lysandre me deu. Ele coloca em seu bolso.

Ghost abre a porta e me guia até ela. Estou prestes a sair, quando ele diz: — Vou te enviar meus números por mensagem. Esteja alerta, Tina, e se mantenha segura.

Eu olho para ele como o que diabos isso significa?

Ele me dá um breve aceno de cabeça e fecha a porta atrás dele.

Santo inferno!

 

 

 

***

 

Estou de volta ao camarote e todo mundo está falando. Estou à procura de Cass.

Meu humor mudou drasticamente e estou segura de que todos no camarote podem sentir isso. Há uma enorme tensão em meu interior da qual não posso me livrar e Cass está desaparecido. De verdade necessito um abraço. Não de qualquer um, de Cass. Necessito um quente e reconfortante abraço.

Agora mesmo.

Eu sinto o acolchoado do camarote afundar e Cass desliza ao meu lado. Ele não estava no camarote nem por um segundo antes que eu estivesse sobre ele. Não estou completamente certa da razão, mas sinto que estou prestes a explodir em lágrimas.

E eu faço.

As primeiras lágrimas mancham meu rosto e enterro meu rosto no pescoço do Cass. Cass fica de pé, me estreita contra ele e me leva pela porta atrás do bar. Quando estamos no familiar corredor, Cass para me levanta no estilo de noiva e me leva para o sofá na sala de ‘relaxamento’. Quando nos sentamos, minhas lágrimas vêm como um rio.

Cass murmura no meu ouvido e eu suspiro suavemente.

— Você está partindo meu coração, meu amor. Eu sinto muito. Ele nem sequer tem permissão para entrar aqui, vou deixar seu tio saber, ele vai estar extremamente chateado.

 

— El... Ele... ele... ele disse que era seu... seu... seu amigo! — Falo soluçando.

Cass acaricia meu cabelo e diz: — Ele mentiu para você, baby. Lysandre é má pessoa. Necessito saber o que ele te disse. Pode me dizer?

Eu aceno com cabeça. Sem deixar de chorar, respondo.

— Ele perguntou se eu era uma das suas mulheres... en... en... então disse ao Ghost que eu era carta branca e... e... e ele me disse que me queria em sua ca... ca... cama. — Termino com um lamento.

Quando menciono a última parte, eu sinto que o corpo de Cassi fica rígido, tão duro que estou segura de que virou bronze.

Cass daria uma bela estátua de bronze.

Saia disso, querida.

Cass cuidadosamente diz: — Se isso é algo que você não quer que aconteça, Tina, eu vou me assegurar de que não ocorra. Lysandre não entende as palavras facilmente, assim que poderia necessitar um pouco de persuasão.

Eu solto: — É... é... é por isso que você precisa da arma, não é?

Eu levanto minha cabeça e vejo um conflito de emoções correndo pelo seu rosto. Ele sussurra: — Há um monte de coisas que você não sabe de mim Tina. Eu vou te contar tudo um dia, te prometo, mas agora não.

Eu aceno, colocando-me sob o seu queixo e sussurro de volta: — Tudo bem, Cassi



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